segunda-feira, 18 de abril de 2011

Interpretação da palavra Amor

Quando era criança contavam-me histórias de reis e rainhas, de príncipes e princesas que viviam felizes para sempre e eu adorava, pensava que era sempre assim, que tudo era sempre tão feliz.
De facto quando somos crianças o “mundo passa-nos mesmo ao lado”, interessamo-nos somente por brincar com bonecos, por ver desenhos animados, por ouvir histórias encantadas…enfim, parece ser tudo tão perfeito, mas e depois?
À medida que vamos crescendo apercebemo-nos de que aquela “realidade” a que estávamos habituados não é bem assim, que afinal aquilo não passava de uma ilusão. À medida que vamos ficando mais velhos vamos ficando mais responsáveis, mais autónomos, com maior capacidade para ultrapassar obstáculos, porém há um que é sempre difícil de ultrapassar, não pela felicidade que nos proporciona, mas sim pela tristeza que muitas vezes nos faculta. Mas que “obstáculo” é esse?
Não é nada mais nada menos que o Amor.
Sim o Amor, aquele que nos faz ter “borboletas na barriga”, aquele que não nos deixa dormir, aquele que nos faz suspirar, aquele que nos faz “andar nas nuvens”…

Claro que isto é o que acontece quando iniciamos uma relação e tudo corre bem, mas e os amores que não são correspondidos, as relações que correm mal? Para uma pessoa que está a apaixonada e é correspondida o amor é um sentimento inexplicável, é algo tão maravilhoso que nem dá para descrever, mas e para quem está apaixonado e não é correspondido? Para essas pessoas o amor é um sentimento fútil, um sentimento duvidoso, um sentimento “mau”, um sentimento triste.
Mas quando falamos em amor lembramo-nos logo de duas pessoas do mesmo sexo ou do sexo contrário que estão ou não juntas, mas o amor é só isto?
Não! A palavra Amor não se refere somente a isto, refere-se também à amizade, por exemplo. Não podemos chegar perto de uma amiga ou de um amigo e dizer “Eu amo-te”?
É claro que podemos! Como é óbvio este “amo-te” a que nos referimos não é um “amo-te” com o mesmo significado que um “amo-te” que dizemos a um namorado/a, mas é um “amo-te” tão ou mais importante que esse.
É um “amo-te” diferente é certo, mas é e sempre continuará a ser um “amo-te” verdadeiro!

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