sábado, 5 de março de 2011

Pensamentos # 6

Tenho andado completamente desligada do blog, não porque queira, mas a verdade é que este ano está a ser de loucos. A velocidade a que as coisas passam é cada vez mais alucinante, quando damos por nós já se passaram dias, meses, anos e nós não nos apercebemos de nada.
Quando era mais nova achava engraçado quando chegavam perto de mim e me diziam "ai como tu cresceste, ainda no outro dia eras uma criança". A verdade é que eu nunca entendia o porquê de dizerem aquilo, parecia estranho, chegava mesmo a perguntar-me o porquê de dizerem aquilo, mas nunca chegava a uma conclusão.
De facto agora percebo o que aquelas palavras significavam, o peso que elas tinham e que ainda têm.
Às vezes dou por mim a pensar e a dizer "quem me dera voltar a ser criança, à altura em que não tinha problemas, em que brincava com as bonecas, onde tudo era perfeito", depois tenho de acordar e voltar à realidade.
Mas que realidade é esta? De que realidade é que falamos?
A realidade não tem um só significado, varia de pessoa para pessoa, é muito subjectiva. Eu própria, tendo já alguma maturidade, capacidade de raciocínio, ainda não sei o que é a realidade, o que é o mundo em que vivo, o que é a sociedade em que estou inserida...
De certo isto parece estranho, quem estiver a ler este post até pode pensar "mas como é que uma rapariga que está prestes a fazer 17 anos ainda não sabe o que é a realidade?".
Mas agora eu coloco uma questão, vocês sabem o que é isso da realidade? Para que serve?
Na minha opinião, a realidade é só uma palavra que utilizamos quando queremos "acordar de um sonho", quando pensamos que estamos loucos em pensar que certas e determinadas coisas podem acontecer.
Para mim dizer "tenho de acordar para a realidade" é uma desculpa que utilizamos para apagar os nossos devaneios. Mas porquê fazer isso? Porquê apagar esses devaneios? Porquê parar de sonhar? Quando me refiro a sonhar é óbvio que não estou a pensar em ganhar o Euro milhões, ou a lotaria e ganhar uma vida de luxo de um dia para o outro, mas sim daqueles pequenos detalhes que nos fazem sorrir, que nos fazem sentir bem, mas acima de tudo que nós sabemos que pode ajudar e até mesmo alegrar uma pessoa especial, uma pessoa que precise realmente de ajuda, de um pouco de alegria, de atenção, de dedicação.
Se esses sonhos "simples" podem contribuir para ver um sorriso no rosto das pessoas, para ajudar quem realmente precisa, então eu quero continuar a sonhar, continuar a ajudar e esquecer que essa realidade inventada pelos outros existe.
Construir uma realidade própria, onde eu me sinta bem e onde todos aqueles que estão comigo se sintam bem.
De facto as coisas nem sempre são assim, por vezes sou egoísta ao ponto de expulsar quem não devo da minha vida, expulsa-los da minha realidade, mas quando me apercebo desse erro e sei que vou a tempo de o concertar, corro em busca da sua solução, corro para que essa pessoa volte a fazer parte da minha realidade, uma realidade que começou a ser construída quando nasci e que só vai parar quando eu morrer.
Uma realidade que não tem um prazo de validade.

1 comentários:

Anónimo disse...

Este texto está lindoh :)! faz mesmo pensar!